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O publicitário André Gustavo Vieira da Silva, acusado de ter intermediado pagamento de propina para Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, está negociando um acordo de delação premiada, segundo sua defesa.

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Em petição anexada a processo da Operação Lava Jato sobre o caso, o advogado José Diniz cita “tratativas de celebração de acordo de colaboração” de André Gustavo com a força-tarefa da investigação no MPF-PR (Ministério Público Federal no Paraná) e com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

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No mesmo documento, Diniz afirma “que não houve qualquer trabalho de consultoria realizado junto ao Banco do Brasil, e sim tentativa de aferir vantagem indevida, que foi consumada no âmbito da Petrobras”.

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André Gustavo foi interrogado pelo juiz Sergio Moro nesta quarta (22) em Curitiba, onde cumpre prisão preventiva desde o fim de julho, quando foi detido na Operação Cobra, a 42ª fase da Lava Jato. Ele disse ter repassado a Bendine R$ 950 mil  de um total de R$ 3 milhões que teriam sido pagos pela Odebrecht como propina ao ex-presidente da Petrobras. O publicitário também afirmou estar à disposição do MPF para “ajudar, colaborar e esclarecer” o que for necessário.

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Moro separa Bendine de André Gustavo

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Na quarta (22), Moro ordenou a transferência de Bendine para garantir a segurança de André Gustavo. Eles estão presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Agora, o ex-presidente da Petrobras vai para o Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense, o que estava previsto para acontecer ainda nesta quinta.

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Moro justificou a decisão alegando a necessidade de manter Bendine separado, “por motivos de segurança, do acusado André Gustavo Vieira da Silva”. O juiz também ordena que os responsáveis pela carceragem da PF mantenham “ambos em celas separadas e distantes, com proibição de contato entre eles”.

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“Registro, por oportuno, que foi também determinado ao próprio acusado Aldemir Bendine que não se aproxime do acusado André Gustavo e que com ele não fale”, diz o juiz.

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Bendine diz ser vítima de complô

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Também na quarta, Bendine prestou depoimento a Moro e optou por ficar em silêncio. O depoimento de André Gustavo foi citado por Alberto Toron, advogado de Bendine, como um dos motivos para ter orientado seu cliente a não falar. O ex-presidente da Petrobras se limitou a confirmar que não responderia nenhuma pergunta e afirmou estar sendo vítima de um complô.

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“Meritíssimo, eu estava ansioso, depois desse pesadelo de quase sete meses, de ter a oportunidade de pela primeira vez me manifestar. Entretanto, eu estou percebendo que estou sendo vítima de um grande complô, uma série de mentiras e de pessoas que criam mentiras para comprar a liberdade”, disse Bendine ao juiz Sergio Moro, que conduzia a audiência.”

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O ex-presidente da Petrobras disse então que preferia “manter sua verdade” e “usar a lei do silêncio”, mesmo que pudesse “continuar conversas com o Ministério Público ou com a Polícia Federal”, mas que não iria se pronunciar no processo em questão.

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Entenda o caso

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As investigações da PF apontam que Bendine e pessoas ligadas a ele teriam solicitado vantagem indevida, em razão dos cargos exercidos, para que a Odebrecht não viesse a ser prejudicada em futuras contratações da Petrobras. Em troca, o grupo empresarial teria efetuado o pagamento de ao menos R$ 3 milhões, em espécie. Ainda de acordo com a PF, os pagamentos só foram interrompidos depois da prisão de Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo Odebrecht, em junho de 2015.

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Bendine esteve à frente do Banco do Brasil entre abril de 2009 e fevereiro de 2015, quando deixou o banco para assumir a presidência da Petrobras. O executivo renunciou ao cargo de presidente-executivo da Petrobras em carta enviada ao Conselho de Administração em maio de 2016.

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Segundo o MPF-PR, há evidências indicando que um pedido de propina no valor de R$ 17 milhões foi feito por Bendine na época em que era presidente do Banco do Brasil para viabilizar a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht Agroindustrial.

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Além disso, há provas apontando que, na véspera de assumir a presidência da Petrobras, Bendine voltou a solicitar propina a executivos da Odebrecht para que a empresa não fosse prejudicada em contratos com a petroleira. Delatores indicam que, desta vez, a Odebrecht aceitou pagar a propina de R$ 3 milhões, com a atuação do doleiro Álvaro Novis.

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Autor: Bernardo Barbosa.

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Fonte e imagem: https://noticias.uol.com.br/

Fonte e imagem: https://noticias.uol.com.br/

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